O Espírito de S. Inácio na CCMM

O Espírito de S. Inácio na CCMM

Sempre “o Mais” e “o Melhor” Partiremos do fato fundamental de que todas as forças apostólicas atuantes na nascente Companhia de Jesus podem ser explicadas pelos Exercícios Espirituais, livro de autoria de Santo Inácio, que deixou sua marca na história. Este pequeno volume é um resumo notável de todas as forças que fizeram do Fundador da Companhia de Jesus um santo da Igreja, mesmo em seus dias. A vida de Santo Inácio revela esse fenômeno cristão básico, claramente rastreável nos documentos, que está no coração da vida da graça e que emana do próprio Cristo; a nova e constante transição do bem para o melhor, que acontece no coração e alma humanos individuais, é a força motriz do “descontentamento” cristão, algo do fogo que nunca diz: “É suficiente”. É uma percepção experimentada apenas em uma conversão de proporções sísmicas – uma que resulta na transformação da vida inteira de um homem em nada menos do que uma paixão pelo que é sempre maior . É o insight, que preserva o criativo, a força irresistível inerente à mensagem cristã. Teologicamente podemos resumir o ideal dos Exercícios Espirituais em uma palavra simples e uma frase preciosa para o coração do Inácio desde o primeiro momento de sua conversão a Deus: a palavra “mais” e a frase “para promover a salvação das almas”. “. Nos Exercícios, “mais” significa uma identificação cada vez mais próxima com o Cristo crucificado que, sozinho, conquistou o mundo. “Promover a salvação das almas” significa ser dotado de uma visão da surpreendente verdade de que Cristo fez do resultado da sua obra salvífica e do destino da sua Igreja dependente da cooperação do homem. Significa uma percepção...
O lugar dos Exercícios Espirituais nas Congregações Marianas

O lugar dos Exercícios Espirituais nas Congregações Marianas

Envolvidos pela alegria de celebrar 80 anos de fundação da Confederação Nacional desejamos propor uma breve reflexão sobre a relação das Congregações Marianas e a espiritualidade inaciana na atualidade.  Historicamente, há notícias de que já existiam, desde o século XV, iniciativas de grupos com estilos de confrarias ou associações que se reuniam para práticas piedosas e afervoramento da vida cristã.   No caso das Congregações Marianas, conhecemos bem o embrião que deu origem a sua caminhada: um grupo de jovens alunos que, motivados pelo padre jesuíta Jean Leunis (1532-1584), reuniam-se ao fim das aulas vespertinas para os exercícios de piedade (1563). O Pe. Jean Leunis esteve com Inácio de Loyola em 1556 antes de entrar na Companhia de Jesus, mesmo ano em que morreria o fundador da Ordem. Além deste grupo no Colégio Romano, Leunis animou e incentivou o surgimento de outros com os mesmos propósitos. Difundiam-se assim, as Congregações Marianas. Se as Congregações Marianas são frutos do trabalho e carisma da Companhia de Jesus é fácil compreender que carregam traços próprios do estilo dos filhos de Santo Inácio. Daí os elementos de missionariedade, comunhão com a Igreja, piedade mariana e prática dos exercícios espirituais, características que forjam e estruturam uma autêntica Congregação Mariana. Este último elemento é o objeto sobre o qual queremos discorrer neste artigo. Os Exercícios Espirituais, experiência fundante e transformadora vivida por Inácio e partilhada pelo mesmo, foram mola propulsora para a fundação da Companhia de Jesus. A aplicação dos Exercícios por Inácio e pelos primeiros companheiros que fundaram a Companhia, a muitos converteram, indicando um caminho de seguimento do Cristo. Bebendo na fonte dos Exercícios,...
Apreço a Liturgia

Apreço a Liturgia

O congregado deve manter um indistinto apreço pela Sagrada Liturgia por ver nela um desdobramento do “sentir com a Igreja” – juramento jesuíta tão característico dos filhos de Santo Inácio de Loyola, onde também são incluídos os congregados marianos. “Apreço a liturgia” no sentido de uma correta execução os gestos e posições assinaladas nos diversos oficios, nas respostas firmes, bem como no sentido real de tudo o que aquilo significa e simboliza. Rubricista é o nome dado àquele que segue com afinco quase fanático ao que diz as rubricas do Missal Romano. O congregado não é um “rubricista”, no sentido extremo da palavra, mas procura estudar e aprender o que recomenda a Sagrada Instrução sobre algum ofício: é mais zelo pelas coisas de Deus do que outra coisa. Por vezes temos a sensação de estarmos em uma Igreja seccionada em várias “pequenas igrejas”, numa deturpação do que o Sagrado Concílio chama de “Igreja Particular”. Quem de nós não teve a desagradável surpresa de participar de uma Santa Missa em uma Paroquia onde o celebrante comete deslizes litúrgicos vexaminosos e – pior – ordena que todos os participantes façam o mesmo? Com um correto aprendizado por parte do congregado – e para isto muito auxilia uma formação litúrgica “romana”, isto é, “imparcial”, nas Congregações Marianas – fará deste mariano um exemplo perante os demais cristãos que também participam da celebração. E não precisara de muito para se fazer sentir um saudável influencia no ambiente, evitando “choques” desnecessários. Uma boa instrução na Congregação Mariana leva sobretudo aos moços a uma atitude firme perante a Sociedade para que se possa não somente...